Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Por que as tartarugas morrem quando viradas de barriga para cima?

Por que as tartarugas morrem quando viradas de barriga para cima?

As tartarugas são répteis da ordem Testudines, que, em nomenclatura popular, inclui os cágados, as tartarugas-marinhas e os jabutis. Esses animais são conhecidos por seu casco distintivo, que é uma parte essencial de sua morfologia.

Esse casco, formado por placas ósseas, oferece proteção contra predadores e condições ambientais adversas. Ele consiste em duas partes principais: a carapaça, que cobre a parte superior, e o plastrão, que protege a parte inferior do corpo.

As costelas e as vértebras das tartarugas estão fundidas a essas placas ósseas que compõem o casco, enquanto as clavículas estão fusionadas ao plastrão, o que proporciona rigidez e suporte. No entanto, por esse motivo, esses animais, por mais que apresentem pulmões, têm um processo de respiração diferente do dos mamíferos!

A principal diferença entre a respiração das tartarugas e a dos mamíferos está no mecanismo de ventilação dos pulmões. Nos mamíferos, o diafragma – um músculo localizado abaixo dos pulmões – se contrai e desce, criando uma pressão negativa que “suga” o ar para os pulmões. Ao relaxar, o ar é expelido, e a cavidade torácica retorna ao seu tamanho original. Isso faz com que a respiração dos mamíferos seja mais eficiente e independente da posição corporal.

Alguns grupos desses animais, como os jabutis, não possuem músculos do diafragma e, por isso, dependem de músculos intercostais e músculos do abdômen para ocorrer a respiração pulmonar. Esse mecanismo força o ar para dentro e para fora dos pulmões.

Os pulmões estão localizados na parte superior da cavidade interna, ou seja, logo abaixo do casco. Durante a inspiração, as vísceras, como o fígado e o intestino, são comprimidas e deslocadas por lâminas musculares, favorecendo uma mudança de pressão na cavidade torácica, os pulmões se expandem, e então, as vísceras são empurradas para baixo. Ao contrair os pulmões durante a expiração, ocorre o movimento oposto, com os órgãos internos voltando a posição inicial.

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