
Um novo modelo cosmológico desafia a ideia de que uma “força escura” acelera a expansão do Universo. Em vez disso, ele sugere que diferenças drásticas no ritmo de passagem do tempo em diferentes regiões poderiam explicar o fenômeno.
O modelo parte do princípio de que o tempo não flui de maneira uniforme. Em áreas onde a força da gravidade é maior, o tempo passa mais devagar. Onde é menor, passa mais rápido.
Esse efeito pode influenciar como percebemos a expansão do Universo, segundo a chamada “cosmologia de paisagem temporal“. E essas discrepâncias temporais podem somar bilhões de anos.
Dois novos estudos analisaram 1.535 supernovas para testar o modelo baseado em “paisagem temporal”. Os resultados indicam que ele pode explicar melhor as observações cosmológicas do que o modelo padrão atualmente aceito.
O modelo cosmológico ΛCDM, amplamente utilizado, depende de conceitos como matéria escura e energia escura para explicar a gravidade e a expansão acelerada do Universo. No entanto, ele considera que o Universo é homogêneo – o que não condiz com a estrutura irregular do cosmos.
A energia escura é uma identificação equivocada das variações na energia cinética da expansão, que não é uniforme num Universo tão irregular quanto o que realmente habitamos.
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