Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Galáxia ancestral pode mudar tudo o que sabemos sobre a formação do Universo

Galáxia ancestral pode mudar tudo o que sabemos sobre a formação do Universo

Pesquisadores encontraram uma gigante galáxia espiral no universo primitivo usando o Telescópio Espacial James Webb (JWST). Sua idade avançada pode mudar o que a humanidade sabe sobre a formação de galáxias e a história do universo.

O corpo celeste foi encontrado acidentalmente em dados coletados no Levantamento Panorâmico do JWST. Esta é uma etapa que faz parte da campanha de observação de astros na Aurora Cósmica, formados no primeiro bilhão de anos após o Big Bang.

A descoberta foi nomeada de Zhúlong, uma referência ao Dragão Tocha da mitologia chinesa. Ela foi divulgada em uma pesquisa do Centro Nacional de Radioastrofísica da Índia, em um paper no site arXiv.

Uma “Grand Design Spiral Galaxy”, como foi classificada, é a categoria de galáxias com os braços espirais destacados e bem definidos. Eles se curvam para longe do centro da formação galática. Em contraste, outros tipos de galáxias em hélice podem ter seus astros dispersados em flocos, com estrutura menos nítida.

Porém, formações desse tipo são tipicamente encontradas na parte mais jovem do universo. O que faz de Zhúlong uma exceção. Segundo os pesquisadores, a galáxia se formou apenas 1,5 bilhão de anos após a origem do universo, além de parecer ter se estruturado rapidamente.

Isso significa que o corpo celeste acumulou uma massa de 10 bilhões de sóis em apenas centenas de milhões de anos. 

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