Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Incêndio na Califórnia pode ser o mais caro da história dos EUA

Incêndio na Califórnia pode ser o mais caro da história dos EUA

O incêndio Palisades, que consome a região entre Malibu e Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia, já destruiu mais de 11 quilômetros quadrados e pode se tornar o incêndio mais caro da história dos Estados Unidos. O fogo, que começou na terça-feira (7), devastou mais de 1.000 estruturas em áreas residenciais de alto padrão e segue totalmente fora de controle, segundo autoridades locais.

De acordo com o cientista climático Daniel Swain (via Science Alert), da Universidade da Califórnia, o incêndio Palisades tem o potencial de superar todos os registros anteriores em termos de custos. “É possível que este incêndio se torne o mais caro já registrado, não apenas na Califórnia, mas em todo o país”, afirmou. As áreas afetadas abrigam algumas das estruturas residenciais mais caras do mundo, e o grande número de imóveis destruídos deve elevar os custos do desastre a patamares históricos.

Além do prejuízo material, o incêndio já deixou ao menos cinco mortos e causou ferimentos em um número significativo de pessoas, conforme relatos das autoridades. Mais de 150 mil moradores receberam ordens de evacuação. Na terça-feira, a cidade de Los Angeles declarou estado de emergência, e o presidente Joe Biden aprovou uma declaração de grande desastre para a Califórnia.

Um poderoso vendaval foi um dos principais fatores para a rápida propagação das chamas. Rajadas chegaram a 145 km/h, dobrando o tamanho do incêndio Palisades em apenas duas horas e meia. Durante a noite de terça-feira, os ventos eram tão fortes que tornaram impossível o uso de aeronaves para despejo de água e retardantes.

Especialistas alertam sobre a combinação mortal de ventos extremos e vegetação seca, que cria incêndios de difícil controle. Segundo Douglas Kelley, especialista em incêndios florestais do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, “é incomum como o fogo cresceu tão rápido”.

Um estudo publicado na revista Science revelou que, embora apenas 3% dos incêndios nos Estados Unidos entre 2001 e 2020 possam ser considerados rápidos, eles causaram 78% da destruição de edifícios e 61% dos custos de combate.

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