
O Universo está passando por uma expansão acelerada. Para medir essa ampliação, os astrônomos usam diversos métodos, sempre em busca da constante de Hubble, um resultado matemático capaz de indicar a taxa desse crescimento.
Porém, há um grande problema. Os principais métodos para medi-la discordam profundamente entre si. Essa dissonância entre os resultados gera um grande debate na comunidade astronômica conhecido como saga da tensão Hubble, que desafia tudo o que se sabe sobre o Universo e seu funcionamento.
As duas principais abordagens para calcular a taxa de dilatação do espaço sideral são as seguintes:
O primeiro método fornece um resultado de 67,4 quilômetros por segundo por megaparsec. Esta última unidade de medida é um pouco incomum. Ela significa que se duas galáxias estão separadas por 3,26 milhões de anos-luz, valor de um megaparsec, a expansão do Universo faz com que pareçam estar se afastando em uma velocidade de 67,4 km/s.
Ao se usar o outro método, o valor resultante é de 72,8 quilômetros por segundo por megaparsec. Os dois valores não estão distantes, mas sua diferença intriga os cientistas.
As observações do Telescópio Espacial Hubble foram fundamentais para o desenvolvimento do debate. Agora, os astrônomos têm usado seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb (JWST), para captar novos dados.
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