Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Sorte no jogo? Cientificamente isso não existe

Sorte no jogo? Cientificamente isso não existe

Estamos cercados por eventos aleatórios diariamente, como o comportamento do mercado de ações ou os resultados de uma partida de futebol. Muitas vezes, tentamos encontrar padrões nesses eventos, mas, na maioria das vezes, estamos apenas observando aleatoriedade.

Para entender melhor, é importante compreender a independência dos eventos, que significa que o resultado de um evento não afeta o de outro. A falha em entender isso leva a fenômenos como a falácia do jogador e a crença na “mão quente”. Um artigo do The Conversation explica isso.

Na loteria, jogadores acreditam que números não sorteados por muito tempo têm mais chance de sair. Pais que têm filhos do mesmo sexo acham que o próximo será de sexo oposto.

Goleiros de futebol também são vítimas dessa falácia, tendendo a acreditar que após vários pênaltis para o mesmo lado, a tendência “deve” mudar, o que não é verdade.

Alguns eventos, como arremessos consecutivos de basquete, criam a crença de que um jogador está “quente”, ou seja, são maiores as chances dele acertar os próximos arremessos graças ao fato ele ter acertado os últimos. As evidências sobre esse fenômeno são mistas.

A influência sobre os arremessos certamente são mais pautadas na habilidade e na confiança do jogador, que podem condicionar os resultados, mas não há consenso sobre a existência de um efeito real da “mão quente”, ou seja, que arremessos certos anteriores aumentam a chance de sucesso nos próximos.

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