Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a chegada dos humanos na América do Norte

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a chegada dos humanos na América do Norte

Localizado entre os oceanos Pacífico e Ártico, entre a Rússia e os Estados Unidos, o Estreito de Bering é uma passagem marítima de 85 quilômetros que separa a Ásia da América do Norte. Mas nem sempre foi assim.

Durante a última Era do Gelo, a região era composta por terra firme e conhecida como Beríngia, sendo utilizada para migrações humanas. No entanto, de acordo com um estudo da Universidade do Alasca Fairbanks, o local na verdade era um grande pântano.

A descoberta também muda o atual entendimento sobre as migrações de humanos e também de outros animais entre a Ásia e a América do Norte no passado. Segundo os pesquisadores, o ambiente pantanoso teria representado um grande obstáculo.

Animais como mamutes e bisões, por exemplo, conseguiram superar este desafio, explorando terrenos elevados e mais secos. A presença de mamutes em áreas alagadas foi comprovada por amostras de DNA, indicando que esses gigantes do Pleistoceno utilizavam as colinas como passagem. 

Os humanos antigos também precisaram encarar travessias difíceis e se adaptar a climas extremos, até aprender quais caminhos eram viáveis. O novo estudo, inclusive, levanta novas questões sobre quais rotas alternativas podem ter sido utilizadas.

Isso porque os pesquisadores apresentaram evidências que apontam que as primeiras migrações humanas aconteceram há 17 mil anos. Isso é antes do aceito pela ciência até hoje, que trabalha com o período de aproximadamente 14 mil anos atrás.

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