Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Como concreto e plástico podem reduzir emissões de CO2

Como concreto e plástico podem reduzir emissões de CO2

Materiais de construção, como concreto e plástico, podem armazenar bilhões de toneladas de dióxido de carbono, aponta um novo estudo conduzido por engenheiros civis e cientistas de sistemas terrestres da Universidade da Califórnia e da Universidade de Stanford.

Publicado neste mês na revista Science, o trabalho mostra que, combinando essa abordagem com medidas para descarbonizar a economia, o armazenamento de CO₂ em materiais de construção pode ajudar a alcançar as metas globais de redução de emissões de gases de efeito estufa.

“O potencial é bastante significativo”, destacou Elisabeth Van Roijen, que liderou o estudo enquanto fazia seu doutorado na UC Davis. Segundo a pesquisadora, integrar o armazenamento de carbono a materiais comuns, como concreto, não apenas ajuda o meio ambiente, mas também oferece oportunidades econômicas ao agregar valor a subprodutos como biomassa e resíduos industriais.

A captura e o armazenamento de carbono (CCS) tem como principal objetivo remover dióxido de carbono da atmosfera ou de fontes emissoras, transformando-o em uma forma estável que não possa retornar ao ciclo climático. A ideia é evitar que o CO₂ contribua para o aquecimento global, armazenando-o em locais onde seu impacto seja neutralizado.

Métodos tradicionais de CCS incluem a injeção de carbono em reservatórios subterrâneos ou em áreas profundas do oceano. Embora esses métodos tenham potencial, eles apresentam desafios significativos, como os altos custos de operação e manutenção, além da complexidade logística de transportar e armazenar o carbono em larga escala.

Além disso, existem riscos ambientais associados a essas abordagens. Vazamentos em reservatórios subterrâneos, por exemplo, podem liberar novamente o carbono armazenado, enquanto o armazenamento oceânico pode levar à acidificação das águas, prejudicando a vida marinha. Esses fatores tornam essas soluções menos atraentes para adoção em larga escala.

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