
Uma técnica inovadora baseada em laser revelou detalhes intrincados de tatuagens em múmias de séculos atrás, pertencentes à cultura Chancay, no Peru. O estudo, publicado na segunda-feira (13) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), oferece nova perspectiva sobre práticas culturais antigas.
“Esses detalhes só puderam ser observados com nossa nova técnica”, explicou Michael Pittman, paleobiólogo da Universidade Chinesa de Hong Kong e coautor do estudo, em entrevista ao Live Science;
A cultura Chancay, conhecida por sua cerâmica preta e branca e tecidos detalhados, desenvolveu-se ao longo da costa central do Peru há cerca de um milênio. Segundo Kasia Szremski, arqueóloga da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, os Chancay desempenharam papel estratégico durante os conflitos entre os impérios Chimu e Inca, aguardando o desfecho das disputas para se alinhar ao vencedor.
Embora pouco se saiba sobre a organização social dos Chancay, o estudo das tatuagens pode oferecer novas pistas. “Em muitas sociedades, as tatuagens são usadas para marcar pessoas de status especial”, comentou Szremski. “Entender melhor como eram as tatuagens Chancay pode nos ajudar a identificar padrões que indiquem classes ou status sociais.”
Apesar do entusiasmo em torno da fluorescência estimulada por laser, a técnica não foi unanimemente aceita. Aaron Deter-Wolf, especialista em tatuagens antigas do Departamento de Arqueologia do Tennessee, questionou a utilidade do LSF.
Ele apontou que o estudo não incluiu detalhes importantes sobre a técnica e não explicou por que ela seria superior a métodos já estabelecidos, como imagens infravermelhas de alta resolução, ou técnicas multiespectrais.
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