Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Maior iceberg do mundo pode causar catástrofe natural

Maior iceberg do mundo pode causar catástrofe natural

Com uma área duas vezes maior do que a cidade de São Paulo, o maior iceberg do mundo tem sido motivo de preocupação para os cientistas. Isso porque o A23a entrou em rota de colisão com uma remota ilha britânica.

Segundo análises de pesquisadores, o enorme bloco de gelo está a menos de 300 km da Géorgia do Sul, um reduto de vida selvagem. Uma eventual colisão ameaçaria a vida de dezenas de pinguins e focas que habitam a região.

A trajetória do A23a é monitorada via imagens de satélites. O bloco de gelo se desprendeu da Plataforma Filchner em agosto de 1986, mas ficou encalhado na costa. Devido à sua profundidade, a base ficou presa no fundo do Mar de Weddell, onde permaneceu imóvel.

Em 2020, no entanto, o bloco começou a se deslocar para o norte. Ele ficou girando no mesmo ponto, ao ser capturado por um vórtice de água próximo às Ilhas Órcades do Sul, desde a primavera deste ano. Mas em dezembro do ano passado, o British Antarctic Survey (BAS) alertou que o iceberg passou a avançar em direção ao norte.

Agora, o A23a tem encontrado águas mais quentes, que têm derretido parte de sua estrutura. O maior iceberg do mundo já mediu 3.900 km², mas hoje tem cerca de 3.500 km², segundo as mais recentes imagens de satélite.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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