
Em uma das muitas mesas de projeto da NASA surgiu o plano para lançar um foguete sem plataforma, mas sim a partir do oceano. Essa ideia mirabolante foi nomeada de Sea Dragon, um conceito que, se executado, seria a maior nave espacial já construída.
Na década de 1960, a agência espacial americana buscava maneiras mais baratas de levar pessoas e cargas tecnológicas ao espaço. Nesse momento, a ideia era que, ao invés de criar naves complicadas e com designs complexos, talvez fosse melhor desenvolver algo chamado de “grande propulsor idiota”.
“Os atuais veículos de lançamento descartáveis (ELVs) dos EUA foram projetados para atender a especificações de desempenho rigorosas. Como resultado, os projetistas do sistema de propulsão deram relativamente pouca prioridade à redução dos custos de lançamento nos EUA”, explica um documento de revisão do projeto.
Os ELVs são inspirados em projetos de mísseis balísticos intercontinentais dos anos 1960. O foco dessas armas era usar motores de alto desempenho e estruturas leves para minimizar o peso do veículo lançados, assim maximizando a carga útil e o alcance.
Embora eles fossem eficientes, eram caros de fabricar e fazer manutenção até o momento do lançamento. Por isso, a NASA procurou seguir com a ideia do “grande propulsor idiota” e o Sea Dragon foi sua principal aposta.
Para tornar o veículo mais barato, seguro e eficiente, ele precisava ser lançado do oceano. A nave precisaria primeiro submergir verticalmente, então seria propulsionada com a ajuda do empuxo da água e seguiria para o espaço.
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