
Arqueólogos desenterraram um complexo termal em Pompeia, na Itália, que, após dois milênios soterrado pelas cinzas do Monte Vesúvio, surge como um dos maiores e mais luxuosos já encontrados no local. Essa é uma daquelas descobertas que acontecem uma vez a cada século, segundo os pesquisadores.
Parte de uma imensa residência de elite, a terma traz à tona não apenas a diferença social discrepante presente na vida romana, como também evidências dramáticas da tragédia que consumiu a cidade no ano de 79.
O processo de escavação foi registrado pela série documental Pompeii: The New Dig, da BBC (que você pode assistir aqui). Além de destacar a grandiosidade das descobertas, a produção também mostra a emoção dos arqueólogos ao desenterrar pedaços tão preservados da história romana. Segundo eles, embora atualmente o acesso ao local seja restrito, há planos para torná-lo visitável ao público após o término das escavações.
O complexo inclui câmaras para banhos quentes, mornos e frios, bem como uma ampla piscina que podia acomodar até 30 pessoas. As paredes e tetos são adornados com afrescos e mosaicos elaborados, retratando cenas mitológicas e atléticas.
Um sistema de aquecimento tecnologicamente avançado para a época contava com pisos suspensos e cavidades nas paredes para a circulação de ar quente, criando um ambiente confortável e sofisticado.
Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, destacou à BBC que o local é uma janela única para compreender como os romanos combinavam tecnologia e luxo em suas residências. “Essa descoberta é excepcional, uma evidência do quanto o lazer e a higiene eram valorizados pela elite”.
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