
O famoso navegador italiano Cristóvão Colombo, conhecido por documentar a rota até as Américas, pode não ser italiano. É isso que uma análise de DNA da Universidade de Granada, na Espanha, revelou.
Os pesquisadores tomaram como base o genoma do filho e irmã de Colombo, mas não chegaram a publicar nenhum estudo relatando as alegações. Ou seja, há dúvidas sobre a veracidade dessa contestação.
Cristóvão Colombo é um italiano famoso. Uma carta datada de 22 de fevereiro de 1498, escrita pelo próprio, ordenou que sua propriedade na cidade de Gênova fosse mantida para sua família. “Porque dela vim e nela nasci”, dizia o documento. De acordo com o que sabemos, o navegador nasceu e morreu na Itália (no caso da morte, foi na região da Ligúria, noroeste do país).
No geral, historiadores consideram a carta um registro claro do local de nascimento de Colombo. Já alguns pesquisadores acreditam que a nacionalidade do navegador pode não ser exatamente o que ele dizia.
Essa revelação aconteceu durante um programa transmitido na Espanha em outubro do ano passado, como forma de celebrar a chegada de Cristóvão Colombo às Américas em 1942. José Antonio Lorente, da Universidade de Granada, encabeçou uma investigação forense que durou décadas e afirmou que, na verdade, a personalidade histórica nasceu em algum lugar da Espanha, filhos de pais de ascendência judaica.
É isso que afirma o programa espanhol que contestou a nacionalidade de Cristóvão Colombo. Lorente e sua equipe explicaram que, para chegar nessa conclusão, analisaram o cromossomo Y do DNA mitocondrial retirado dos restos mortais do filho de Colombo, Ferdinando, e do irmão Diego.
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