Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

O que é o “paradoxo do avô”? Problema de viagem no tempo que pode ter sido solucionado

O que é o “paradoxo do avô”? Problema de viagem no tempo que pode ter sido solucionado

A viagem no tempo é um sonho para a ciência há muitos anos. Pesquisadores buscam concretizá-la de diversas formas, mas a lógica parece ser inimiga dos fãs de ficção cientifica. O “paradoxo do avô” é um cenário inventado que prova que ir ao passado pode não ser tão simples quanto se pensa.

O nome vem de sua descrição. Nele, uma pessoa viaja ao passado e mata o próprio avô antes de seu pai ou mãe nascer, o que impede a existência do viajante do tempo. Apesar do título, o paradoxo não é apenas sobre um sujeito matar seus antecessores, mas diz respeito a qualquer ação que altere o passado e crie uma contradição. 

As primeiras menções a esse debate lógico estão em histórias escritas na década de 1930. Em uma carta à revista americana de ficção científica Amazing Stories, a trama aparece como “o antigo argumento de impedir seu nascimento matando seus avós”

Os enredos iniciais que tratam do paradoxo são o conto Ancestral Voices, de Nathaniel Schachner, publicado em 1933, e o livro Future Times Three, de 1944, de René Barjavel. Após eles, uma série de outras obras abordaram o tópico em vários graus de detalhe.

O físico John Garrison cria uma nova versão do paradoxo com engenharia elétrica. Em seu modelo, um circuito eletrônico envia um sinal através de uma máquina do tempo para se desligar, porém, recebe o sinal antes de enviá-lo.

Uma variante mais histórica do problema é a do “paradoxo do assassinato de Hitler”. Bastante frequente na ficção, nele o protagonista viaja ao passado para abater Adolf Hitler antes que ele possa iniciar a Segunda Guerra Mundial. Nessa caso, o viajante não está impedido fisicamente, mas a ação remove qualquer motivo para a viagem.

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