
Um estudo realizado pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, aponta que fósseis do período Mesozoico ainda contêm materiais preservados. A conclusão vai contra a ideia de que o processo de fossilização destrói qualquer vestígio de moléculas orgânicas originais.
Segundo os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, esta descoberta abre novas possibilidades para o estudo da vida pré-histórica. Além disso, pode ajudar a revelar detalhes ainda desconhecidos sobre espécies extintas há milhões de anos, como os dinossauros.
Utilizando espectrometria de massa avançada e outras técnicas, os cientistas identificaram fragmentos de colágeno no osso do quadril de um Edmontosaurus, um dinossauro herbívoro de bico de pato. O estudo analisou um fóssil de 22 quilos, proveniente da Formação Hell Creek, em Dakota do Sul, nos Estados Unidos.
A escolha deste exemplar, que faz parte da coleção da universidade, teve razões científicas. O fóssil está excepcionalmente bem preservado, oferecendo uma oportunidade única para a realização das análises pela equipe.
Segundo os pesquisadores, a descoberta da presença de biomoléculas orgânicas, como proteínas do tipo colágeno, contraria a ideia de que a presença de matéria orgânica em fósseis seria apenas resultado de contaminação. Isso significa fósseis antigos podem conter vestígios preservados que revelem novas informações sobre a evolução dos dinossauros.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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