
Após um período difícil com o El Niño, o clima do mundo já está sendo impactado por outro fenômeno climático, dessa vez o La Niña. De acordo com a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos), o evento já está oficialmente entre nós e deve durar até abril deste ano, mas como ele deve impactar o Brasil?
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno pode causar redução de chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de alguns períodos longos sem precipitações.
Essa não é a única consequência, na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.
“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, explica a meteorologista do Inmet, Danielle Ferreira.
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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