
Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão monitorando um fenômeno conhecido como “maré vermelha”. Ele está atingindo São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, desde o mês de janeiro.
Segundo cientistas, a enorme mancha é causada pela alta concentração do Mesodinium rubrum. Estes microrganismos podem causar a falta de oxigênio na água, colocando em risco todo o ecossistema marinho.
Os pesquisadores destacam que o Mesodinium não é tóxico. No entanto, esse organismo serve de alimento para plânctons do gênero Dinophysis, que podem produzir toxinas perigosas para a saúde humana.
Em 2016, uma floração dessa alga levou ao embargo do consumo de ostras e mexilhões no litoral paulista. Isso significa que o monitoramento serve como ferramenta de alerta para potenciais futuras florações de Dinophysis.
A “maré vermelha” ainda pode atrair peixes e cetáceos. Algumas orcas, raias e até um tubarão-baleia já foram avistados na região. Eles possivelmente foram atraídos por camarões e outras presas que consomem os plânctons, algas e outros microrganismos.
A prefeitura de Ilhabela afirmou que também acompanha o fenômeno e ressaltou que, até agora, não foram identificadas algas tóxicas nos materiais coletados. Ainda assim, a orientação é que se evite nadar ou praticar esportes náuticos em locais com manchas de coloração suspeita.
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