
A descoberta de fósseis de 150 milhões de anos tem gerado discussões entre os paleontólogos. Isso porque os restos mortais do pássaro antigo, que teria vivido no território onde hoje fica a China, apresentam algumas características intrigantes.
De acordo com os pesquisadores, os ossos da cauda da criatura se “embolam” numa estrutura comprimida chamada pigostilo, ou coranchim. Esta parte do corpo é considerada imprescindível para o voo dos pássaros, estando presente em todas as aves modernas.
De acordo com os cientistas, estas são provas de que a espécie era muito bem adaptada e mais bem evoluída do que outros animais que viveram no período. No entanto, ela ainda tinha algumas características, como os dedos com garras, que prejudicavam o voo. Isso significa que a espécie ainda estava um pouco distante dos pássaros modernos.
Apesar disso, os pesquisadores ficaram impressionados com as descobertas. Eles afirmaram que o fato de que um pássaro mais próximo das aves modernas ter existido naquela época é muito curioso e pode ajudar a entender melhor sobre o passado do nosso planeta.
A conclusão também muda o entendimento sobre a origem do grupo ancestral das aves. Isso teria acontecido há 170 milhões de anos ou mais, permitindo a diversificação dos grupos ao longo do Jurássico e do Cretáceo. O estudo foi publicado na revista Nature.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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