
O campo magnético da Terra é essencial para a existência de vida no planeta. No entanto, ele não é estático: pelo contrário, está sempre mudando e, a cada algumas centenas de milhares de anos, ele se inverte completamente. A última vez que isso aconteceu foi há cerca de 42 mil anos.
Esses eventos de reversão são conhecidos há muito tempo pela ciência, mas o impacto na vida terrestre e no meio ambiente é pouco conhecido.
Uma árvore milenar fossilizada descoberta na Nova Zelândia deu pistas de como era a Terra da última vez que o campo magnético mudou.
Nessas ocasiões, o norte magnético da Terra troca de lugar com o sul magnético. A última grande reversão geomagnética aconteceu há 780 mil anos. Algumas delas podem durar até 10 mil anos.
No entanto, alguns dos eventos são mais curtos em duração e foram chamados de excursões geomagnéticas. A mais recente foi registrada há cerca de 42 mil anos e é conhecida como evento de Laschamps.
Apesar desse fenômeno ser bastante conhecido na ciência, os efeitos práticos da inversão não são totalmente compreendidos.
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