
Quando o céu começa a se fechar e a chuva se aproxima, logo as nuvens ganham o brilho intenso dos raios, as descargas elétricas de grande intensidade que podem acontecer entre nuvens ou entre uma nuvem e o solo. Eles são um fenômeno natural, que podem ser vistos em formas irregulares e ramificadas, podendo percorrer distâncias da ordem de 5 km.
De forma técnica, os raios acontecem quando a rigidez dielétrica do ar é quebrada e as cargas elétricas fluem entre as nuvens e o solo. Eles podem ser perigosos para pessoas e animais, já que produzem diversos tipos de radiação eletromagnética e possuir uma carga elétrica muito potente.
O Brasil é um dos países com a maior incidência de raios por ano, sendo 77,8 milhões todos os anos. A maior parte deles atinge a região Norte, onde algumas cidades chegam a receber milhares de raios em um só dia.
Super-raio é o termo utilizado para designar descargas elétricas que fogem do padrão. Eles foram observados pela primeira vez em 1977, tendo como base as medições de brilho óptico feitas pelo satélite Vela.
Inicialmente, a caracterização classificava um super-raio como uma carga 100 vezes mais brilhante do que um raio típico; atualmente, os dados mostram que eles são tipicamente milhares de vezes mais fortes e mais energéticos.
Enquanto um raio comum possui uma corrente elétrica de 10 mil a 30 mil ampères, os super-raios têm corrente elétrica superior a 150 mil ampères, podendo ainda chegar a 350 mil ampères. Para efeito de comparação, uma pessoa que leva um choque mexendo no chuveiro elétrico deve sentir uma corrente em torno de 10 ampères.
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