
Não é de agora que as geleiras são consideradas indicadores das mudanças climáticas em andamento. Mas pela primeira vez, cientistas calcularam o derretimento usando um método que combina diferentes medições de campo e observações por satélite.
O resultado: desde 2000, as geleiras do mundo perderam 5% de seu volume inicial e 273 bilhões de toneladas de gelo desaparecem a cada ano, o equivalente a 3 piscinas olímpicas por segundo.
“Com isso, as geleiras são atualmente o segundo maior contribuinte para o aumento global do nível do mar, depois do aquecimento do oceano e antes das contribuições da camada de gelo da Groenlândia, mudanças no armazenamento de água terrestre e da camada de gelo da Antártida”, diz o artigo.
O estudo foi realizado pelo consórcio internacional Glambie, que reúne 35 equipes de pesquisa, sendo a maioria vinculada a instituições francesas, e publicado na revista científica Nature. Um relatório atualizado será divulgado em 2029.
Os cientistas também encontraram perda recorde de massa de gelo em 2022 e 2023, revelando que os Alpes e os Pireneus perderam cerca de 40% de seu volume em menos de um quarto de século, tornando-os as regiões do globo com a maior perda relativa de gelo.
“Seu derretimento leva ao aumento de riscos geológicos locais, e impacta ecossistemas marinhos e terrestres, recursos regionais de água doce, e ciclos globais de água e energia”, escrevem os autores. “Juntamente com as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida, as geleiras são impulsionadores essenciais da elevação atual e futura do nível do mar.”
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