
Você já deve ter se deparado — mais de uma vez até — com a lista que traz os animais mais perigosos do mundo. O problema é que essa relação sempre muda.
Às vezes os tubarões-brancos ficam na frente. Tem ainda algumas espécies de cobras, como a serpente taipan-do-interior. Ou ainda os mamíferos e pesados elefantes, hipopótamos e ursos polares. A verdade é que a ordem é definida por quem elabora a lista.
Pensando nisso, um jovem cientista decidiu criar um novo sistema de classificação para acabar com qualquer dúvida — e para diminuir a margem de erro. O autor da ideia é o estudante da Universidade de Reading, na Inglaterra, David Duarte Crespo.
E os critérios que ele utilizou são básicos: para respondermos essa questão devemos levar em conta o tamanho da população desse animal e a taxa de mortalidade que cada espécie provoca em seres humanos.
“Eu escolhi usar apenas dois fatores para a escala porque eles são universais — eles podem ser aplicados a praticamente qualquer espécie animal — e são mensuráveis. Você pode medir (ou pelo menos estimar) coisas como quantas pessoas uma espécie mata ou quantas delas existem. Por outro lado, você não pode medir o quão agressiva ou territorial ela é”, disse Crespo ao site gringo IFL Science.
O pesquisador não dá uma resposta definitiva. Segundo ele, é possível em falar em animal mais perigoso em um país ou em uma região. No mundo todo, porém, a conversa é mais complexa.
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