
Uma lição que a ciência nos ensina é que a vida tenta sempre persistir. A maioria dos seres vivos possui senso de sobrevivência e poder de adaptação. A ponto de algumas espécies viveram em condições completamente desfavoráveis nos chamados ambientes extremos.
É o caso das piscinas de salmoura subaquáticas, cujas principais características são a alta salinidade e a falta de oxigênio. Como o próprio nome diz, elas ficam no fundo do mar. E, ao contrário das probabilidades, elas abrigam vida.
Um desses locais foi estudado recentemente, em uma pesquisa de 2022. Cientistas da Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, encontraram, durante uma expedição, um desses locais no Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho.
O tema foi retratado em estudo pelo seu ineditismo: trata-se da primeira vez que piscinas de salmoura foram descobertas nesse golfo. E, nela, os biólogos identificaram algumas formas de vida.
De acordo com o principal autor do artigo, o geocientista marinho Sam Purkis, essas descobertas podem ser importantes também na busca por vida fora do planeta:
“Nossa descoberta de uma rica comunidade de micróbios que sobrevivem em ambientes extremos pode ajudar a traçar os limites da vida na Terra e pode ser aplicada à busca de vida em outros lugares do nosso Sistema Solar e além”, disse o especialista.
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