
Um artigo recém-publicado na revista Physical Review X relata uma descoberta surpreendente: cientistas criaram uma nova fase da matéria chamada quasicristal do tempo dentro de um diamante. Esse avanço desafia as noções convencionais de tempo e movimento, abrindo caminho para aplicações inovadoras em computação quântica e sensores de precisão.
Os responsáveis pelo estudo são Kater Murch e Chong Zu, físicos da Universidade de Washington em St. Louis, além de alunos de pós-graduação e pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard – todas nos EUA.
A equipe desenvolveu essa estrutura única dentro de um diamante, explorando propriedades quânticas para criar um padrão de oscilação temporal sem precedentes.
Os cristais do tempo foram teorizados em 2012 por Frank Wilczek, ganhador do Nobel de Física em 2004, e, anos mais tarde, confirmados experimentalmente.
Diferentemente dos cristais convencionais, que possuem uma estrutura ordenada no espaço, os cristais do tempo apresentam padrões que se repetem no tempo. Isso significa que suas partículas vibram em ciclos regulares sem a necessidade de energia externa, como um relógio que nunca precisa ser recarregado.
O novo estudo avança ainda mais ao criar um quasicristal do tempo. Enquanto os cristais do tempo comuns apresentam oscilações que seguem um único ritmo, os quasicristais têm padrões temporais mais complexos, com múltiplas frequências organizadas de forma precisa. Essa propriedade os torna ainda mais intrigantes para a pesquisa em mecânica quântica.
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