
O processo de mineração já devastou muitas áreas do planeta, trazendo prejuízos ambientais importantes. No entanto, a demanda por minerais não para de aumentar e é difícil imaginar que isso mude (pelo menos num futuro próximo).
Dessa forma, muitas empresas estão de olho no fundo do mar. Esta região possui depósitos inexplorados de níquel e cobalto, por exemplo. Enquanto não há regras claras sobre este tipo de atividade, pesquisadores realizam estudos para entender os possíveis danos disso aos ecossistemas marinhos.
O trabalho encontrou evidências claras de mudanças de longo prazo nos sedimentos, com uma seção de 8 metros do fundo do mar limpa de nódulos com sulcos em ambos os lados, onde a máquina passou há mais de quatro décadas.
Quando se tratava de vida selvagem, os efeitos foram mais variáveis. Os pesquisadores destacam que é muito difícil, ou talvez impossível, quantificar o impacto ecológico desse único distúrbio para efeitos ecossistêmicos ou globais.
De qualquer forma, a pesquisa mostrou sinais de recuperação biológica quando se trata de pequenas criaturas. Já para animais maiores, os impactos parecem ter sido mais intensos, com poucas espécies sendo encontradas.
Por fim, os cientistas afirmaram que ainda não foi possível calcular os efeitos da mineração no fundo do mar para ecossistemas mais amplos. Apesar disso, eles destacam que há um grande potencial de perda de biodiversidade.
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