Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de março de 2025 · 2 min de leitura ·

Qual era o cheiro das estátuas gregas e romanas? Pesquisa dá resposta inusitada

Qual era o cheiro das estátuas gregas e romanas? Pesquisa dá resposta inusitada

Estátuas gregas e romanas são verdadeiras obras de arte. No entanto, para os povos da época, elas eram mais do que peças de mármore esculpidas para posterioridade. A importância era tanta que, de acordo com um estudo publicado recentemente no Oxford Journal of Archaeology, os gregos e romanos antigos as banhavam com perfumes e óleos aromáticos.

E tem mais: o estudo também descobriu que outros adornos eram usados para enfeitar estátuas, como joias, flores e acessórios.

O estudo foi conduzido e publicado pela arqueóloga Cecilie Brons, com base em textos e obras de arte antigas. A análise revelou que povos da Grécia e de Roma costumavam ungir suas estátuas com perfumes e óleos.

Outras pesquisas já tinham identificado essa prática, como uma forma de embelezar ou purificar as obras metaforicamente. Os gregos antigos faziam isso principalmente com estátuas importantes.

O trabalho de Brons fez novas descobertas. Usando inscrições encontradas na ilha de Delos (que contava com evidências da fabricação dos perfumes), ela revelou a presença do ritual “kosmesis”, que envolvia adornar uma estátua e ungi-la, esfregando óleo ou graxa como se fosse uma loção. O resultado é que elas ficavam com cheiros doces, de aromas de rosas, mel e azeite de oliva.

Brons também descobriu que o ritual não estava restrito às estátuas gregas e romanas somente de divindades importantes.

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