
Um artigo publicado nesta segunda-feira (7) no periódico científico The Astronomical Journal descreve uma proposta de missão espacial que pode transformar nossa compreensão sobre a vida no Universo – mesmo que não encontre sinais dela.
Chamada LIFE, a missão usaria uma frota de telescópios para analisar planetas parecidos com a Terra em zonas habitáveis de outras estrelas.
Embora simples, a ideia é poderosa: detectar gases que possam indicar a presença de vida, como oxigênio e metano. Se LIFE encontrar uma única evidência confiável, isso mudaria completamente nossa percepção sobre quão comuns são os mundos habitados. Mas, mesmo sem descobertas diretas, a missão ainda pode nos dizer o quão rara a vida pode ser.
LIFE é a sigla para Large Interferometer for Exoplanets (Grande Interferômetro para Exoplanetas). Trata-se de um projeto liderado por cientistas do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça. A proposta envolve quatro telescópios espaciais voando em formação, conectados a uma nave central que combina os dados recebidos.
Esses telescópios estariam separados por dezenas a centenas de metros e atuariam como um único instrumento, por meio da técnica de interferometria. Para enxergar os exoplanetas sem o ofuscamento de suas estrelas, a missão usaria “interferometria anulada”, cancelando a luz estelar e destacando apenas a luz emitida pelos planetas ao redor.
Apesar de não gerar imagens diretas, o conjunto LIFE observaria no infravermelho médio. Esse tipo de luz permite identificar as moléculas presentes nas atmosferas dos exoplanetas, revelando sua composição química. Entre os alvos estão planetas do tamanho da Terra que orbitam zonas onde a água líquida poderia existir.
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