Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas “ressuscitam” lobos de “Game of Thrones” em laboratório

Cientistas "ressuscitam" lobos de "Game of Thrones" em laboratório

Em um feito científico que evoca cenas da popular série “Game of Thrones“, pesquisadores da Colossal Biosciences anunciaram o nascimento de três filhotes de lobo cinzento com genes de lobo terrível, uma espécie extinta há cerca de 13.000 anos.

A notícia, que rapidamente se espalhou pelo mundo, reacendeu o debate sobre a ética da desextinção e os possíveis impactos ecológicos da reintrodução de animais extintos.

Os lobos, batizados de Romulus, Remus e Khaleesi, são resultados de um complexo processo de edição genética, no qual 20 genes de lobos cinzentos foram modificados para incorporar características dos lobos terríveis, como tamanho avantajado e pelagem branca e densa.

Os filhotes, que vivem em uma instalação de 2.000 acres no norte dos Estados Unidos, representam um marco na tentativa de trazer de volta à vida espécies extintas.

Apesar do entusiasmo de alguns, a iniciativa da Colossal Biosciences enfrenta críticas de cientistas e ambientalistas, que questionam a viabilidade e a ética da desextinção. Um dos principais argumentos é que os animais ressuscitados não seriam clones perfeitos das espécies originais, mas sim versões modificadas, com comportamentos e necessidades adaptadas ao ambiente moderno, drasticamente diferente da era glacial.

Além disso, a reintrodução de predadores extintos poderia ter consequências imprevisíveis para os ecossistemas, afetando o equilíbrio das cadeias alimentares e a biodiversidade. A competição com lobos cinzentos, por exemplo, poderia gerar conflitos e impactos negativos para ambas as espécies.

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