Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Por que os papas mudam de nome? A origem está no cosmos

Por que os papas mudam de nome? A origem está no cosmos

Pouca gente sabe, mas a tradição dos papas adotarem um novo nome ao serem eleitos nem sempre foi uma regra. Embora hoje seja um costume consolidado e carregado de simbolismo — de homenagens a pontífices anteriores até sinais sobre os rumos do novo papado —, essa prática começou apenas no século VI, com um motivo curioso: evitar associações com um planeta (e também um deus romano).

O primeiro pontífice a adotar um nome diferente foi João II, que subiu ao trono papal em 533. Seu nome de nascimento era Mercúrio, em homenagem ao deus mensageiro da mitologia romana e ao planeta mais próximo do Sol. Para evitar a conotação pagã, ele escolheu o nome “Ioannes”, tornando-se o segundo papa a se chamar João. A mudança marcou o início de uma tradição que só se firmaria mais adiante.

Após João II, o uso de nomes pontificais alternativos foi adotado esporadicamente. O próximo a seguir esse caminho foi João III, nascido Catelinus, 25 anos depois. Por séculos, muitos papas mantiveram seus nomes de batismo, especialmente quando estes já eram tradicionais na Igreja. Um exemplo é o papa Lando, em 913, o último a adotar um nome inédito até a escolha de Francisco, no século XXI — desconsiderando os nomes compostos de João Paulo I e II.

A tradição se consolidou apenas com João XIV, nascido Pietro Canepanova, em 983, e logo depois com Gregório V, anteriormente Bruno Von Kärnten, em 996. A partir daí, a troca de nome passou a ser regra entre os pontífices, carregando significados teológicos, históricos e até mesmo políticos.

Hoje, o observatório continua em atividade com projetos de ponta. Um exemplo recente é o trabalho do irmão Bob Macke, curador de meteoritos da instituição. Ele desenvolveu um instrumento específico, o picnômetro, para analisar a amostra coletada do asteroide Bennu pela missão OSIRIS-REx, medindo volume, densidade e porosidade do material.

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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