
Quando pensamos em vulcões, a imagem mais comum são rios de lava brilhante e explosões dramáticas. No entanto, o maior perigo muitas vezes vem de algo mais sutil: as cinzas vulcânicas, como explica um artigo do site The Conversation.
Enquanto o Monte Spurr, no Alasca, dá sinais de possível atividade, especialistas alertam para os riscos dessa poeira fina e tóxica que pode se espalhar por milhares de quilômetros. Diferente da lava, as cinzas viajam longe, permanecem por mais tempo no ambiente e causam impactos devastadores.
Elas são formadas por fragmentos de rocha, vidro e minerais que se desprendem quando o magma entra em erupção. Essas partículas são lançadas na atmosfera e transportadas por ventos de alta altitude, retornando à superfície como uma poeira perigosa – mesmo a grandes distâncias do vulcão.
Respirar cinzas pode irritar os pulmões, desencadear crises de asma e, em casos graves, causar doenças respiratórias crônicas como a silicose. Crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares são especialmente vulneráveis.
Animais também sofrem: pets apresentam inflamações e o gado corre risco de morte por ingestão ou intoxicação.
As cinzas podem sufocar plantações, bloquear a luz solar e contaminar o solo com metais pesados e substâncias tóxicas.
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