Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Hubble: por que o telescópio ainda é insubstituível após 35 anos?

Hubble: por que o telescópio ainda é insubstituível após 35 anos?

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o Telescópio Espacial Hubble está completando 35 anos nesta quarta-feira (24). Desde o lançamento em 1990, o equipamento tem sido responsável por algumas das imagens mais icônicas do Universo. Mas, com o avanço da tecnologia e a chegada de novos telescópios, é natural a curiosidade: o lendário Hubble continua em forma e necessário?

Segundo especialistas consultados pelo site Space.com, a resposta é sim. Mesmo com mais de três décadas de operação, o Hubble continua sendo uma ferramenta científica valiosa. Cientistas afirmam que ele ainda entrega dados de altíssima qualidade e cumpre um papel único na astronomia.

O astrônomo Kurt Retherford, do Southwest Research Institute (SwRI), afirmou que o interesse da comunidade científica pelo Hubble permanece altíssimo. Ele explica que o número de pedidos para usar o telescópio supera em várias vezes o tempo disponível de observação. Ou seja, só as melhores propostas são aprovadas.

Segundo Retherford, que usou recentemente o observatório espacial para estudar Io, uma das luas de Júpiter, conhecida por uma intensa atividade vulcânica, o Hubble continua sendo um “cavalo de batalha” da ciência, contribuindo para descobertas e publicações relevantes.

Mas, como ele se compara ao Telescópio Espacial James Webb (JWST), considerado seu “sucessor”? Ao custo de US$10 bilhões, Webb representa o que há de mais moderno em observação espacial. Mesmo assim, ele não substitui o Hubble – na verdade, os dois se complementam.

Isso porque eles enxergam o Universo de formas diferentes. O Hubble capta luz visível e ultravioleta, que são comprimentos de onda mais curtos. Já o JWST é especializado em luz infravermelha, que revela fenômenos escondidos por poeira ou que emitem pouca luz.

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