Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Morte de estrela é capturada pelo telescópio Hubble – confira

Morte de estrela é capturada pelo telescópio Hubble - confira

O Telescópio Espacial Hubble captou uma imagem da nebulosa planetária Kohoutek 4-55. Ela é formada por um jato de átomos ionizados liberado por uma estrela em seus últimos momentos. A fotografia foi a última da câmera Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2), que acompanhou o telescópio por mais de 15 anos.

O começo de uma nebulosa planetária é o fim de uma estrela. Quando uma gigante vermelha libera suas últimas camadas de gás, seu núcleo se contrai, levando a uma série de fusões nucleares que resultam em uma explosão que emite átomos ionizados. 

Na imagem, os gases dos elementos liberados foram coloridos por computação gráfica. As áreas em vermelho e laranja são átomos de nitrogênio, o verde é hidrogênio e o azul representa o oxigênio. 

“No caso específico de K 4-55, um anel interno brilhante é circundado por uma camada assimétrica e mais fina. Todo o sistema é então circundado por uma tênue aureola vermelha de luz emitida por nitrogênio ionizado. Essa estrutura de múltiplas camadas é bastante incomum em nebulosas planetárias”, escreveu a NASA em um comunicado.

Kohoutek 4-55 está na constelação de Cygnus, conhecida como o Cisne, a 4.600 anos-luz da Terra. Mesmo tão distante, ela ainda se encontra na galáxia local, a Via Láctea.

Em algumas dezenas de milhares de anos, a fase de fusão intensa no núcleo terminará. Após o show de gases e luzes, a gigante vermelha finalizará sua transição para uma anã branca, seguindo o ciclo de vida das estrelas.

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