
Diversos povos e culturas ao redor do mundo tiveram como prática mumificar seus mortos. Mas os métodos de embalsamamento nem sempre eram os mesmos, variando dependendo do local onde foram identificados.
Agora, um novo estudo revelou uma forma ainda não documentada. A descoberta ocorreu após análise de uma múmia extremamente bem conservada que foi encontrada em uma pequena vila onde hoje fica o território da Áustria.
A equipe realizou extensas análises, incluindo tomografia computadorizada, autópsia focal e datação por radiocarbono. A parte superior do corpo da múmia estava totalmente intacta, enquanto as extremidades inferiores e a cabeça apresentavam considerável decadência post-mortem.
Durante a investigação, os pesquisadores encontraram uma variedade de materiais estranhos embalados na cavidade abdominal e pélvica. Ao abrir o corpo, identificaram lascas de madeira, fragmentos de galhos, bem como diferentes tecidos, incluindo linho, cânhamo e linho.
Todos esses materiais eram facilmente disponíveis naquela época e naquela região. Os pesquisadores acreditam que essa mistura manteve a múmia em tão boas condições, com as lascas de madeira, galhos e tecido seco absorvendo grande parte do fluido dentro da cavidade abdominal.
Os cientistas ainda encontraram vestígios de cloreto de zinco, que tem um forte efeito secante. Essa forma de embalsamamento é diferente dos métodos mais conhecidos. No entanto, não muito difundido em razão dos danos causados ao corpo.
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