
Cientistas identificaram evidências de magnetismo preservado em anãs brancas (estrelas que já encerraram seu ciclo de vida) em uma descoberta que pode esclarecer como esses corpos evoluem ao longo de bilhões de anos. O achado também pode dar dicas sobre o futuro do nosso Sol.
O fenômeno, descrito como uma espécie de “magnetismo fóssil”, sugere que campos magnéticos formados nas fases iniciais de uma estrela podem sobreviver até seus estágios finais.
O estudo, publicado este mês na revista Astronomy & Astrophysics, conecta observações de diferentes momentos da vida estelar, relacionando campos magnéticos detectados no núcleo de gigantes vermelhas com aqueles observados na superfície de anãs brancas. A hipótese central é que esse magnetismo não desaparece, mas persiste e se manifesta novamente após a perda das camadas externas da estrela.
Para investigar essa transição, os pesquisadores recorreram à astrosismologia – técnica que analisa oscilações internas das estrelas, conhecidas como “terremotos estelares”. Esses dados permitiram aprofundar o entendimento sobre a estrutura interna das gigantes vermelhas e apoiar a ideia de que seus campos magnéticos podem sobreviver ao processo evolutivo.
A descoberta também ajuda a esclarecer o futuro do Sol. Em cerca de 5 bilhões de anos, a estrela deve entrar na fase de gigante vermelha após esgotar o hidrogênio em seu núcleo. Nesse estágio, suas camadas externas se expandirão drasticamente, podendo alcançar a órbita de Marte e engolir planetas rochosos, como a Terra.
Posteriormente, essas camadas serão expelidas, formando uma nebulosa, enquanto o núcleo remanescente dará origem a uma anã branca.
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