Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Drones espalham “poção mágica” nas nuvens e enchem 30 piscinas olímpicas de chuva na China

Drones espalham “poção mágica” nas nuvens e enchem 30 piscinas olímpicas de chuva na China

Um artigo publicado na revista Desert and Oasis Meteorology traz os resultados de um experimento realizado na região de Xinjiang, na China, com o objetivo de testar uma técnica de modificação do clima. Cientistas usaram drones para semear nuvens e aumentar a precipitação em uma área de mais de 7,7 mil km quadrados, conseguindo gerar mais chuva.

Durante a operação, os drones liberaram uma “poção mágica”. Na verdade, iodeto de prata, um composto usado para estimular a formação de nuvens. Isso resultou em um aumento de 4% na quantidade de chuvas em um único dia. 

Esse aumento gerou 18,5 milhões de galões de água, o suficiente para encher 30 piscinas olímpicas, segundo os pesquisadores. Para essa tarefa, foi necessário apenas um quilo do iodeto de prata, uma quantidade muito pequena e fácil de carregar.

A pesquisa foi conduzida pelo principal laboratório de física de precipitação de nuvens e modificação do clima da Administração Meteorológica da China. Dois anos atrás, os drones voaram a 5,4 mil metros e liberaram iodeto de prata em diversas pastagens da região de Bayanbulak. Durante os voos, o composto foi espalhado pela atmosfera, ajudando a formar gotas de chuva maiores e a aumentar a precipitação.

O uso de drones para essa tarefa oferece várias vantagens, como maior controle e segurança. Esses sistemas podem operar durante todo o ano e em diferentes condições climáticas, tornando-se uma ferramenta eficaz para manipular o clima em larga escala. A China já realizou experimentos semelhantes em outras regiões, como Guizhou e Sichuan, segundo o South China Morning Post.

Para validar os resultados, os cientistas usaram três métodos de verificação: mediram o tamanho das gotas de chuva, analisaram imagens de satélite e compararam os dados com informações climáticas de 50 anos. A análise revelou um aumento significativo na precipitação, com um crescimento de 3,8% no volume de chuva.

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