
Uma nova pesquisa demonstrou que as tormentas em Júpiter têm granizo com cristas do tamanho de uma bola de tênis. Os cientistas as nomearam de “mushballs”. Elas se formam em tempestades violentas na atmosfera do gigante gasoso e são ricas em amônia, um elemento que intrigava os astrônomos até agora.
Dados da sonda Juno da NASA e de telescópios de rádio na Terra revelaram grandes áreas com falta de amônia no gigante gasoso. Elas chegam a 150 quilômetros de profundidade e nenhum mecanismo conhecido poderia explicá-las.
O grupo de pesquisa analisou uma tempestade massiva de 2017. Eles descobriram evidências que colocam as tormentas intensas de Júpiter como a chave para o enigma da falta de amônia. Também demonstraram que as tempestades locais podem retirar o elemento da atmosfera superior e mergulhá-lo profundamente.
A densa camada de nuvens que cobre Júpiter dificulta a observação dos cientistas do que acontece abaixo dos gases turbulentos. Os cristais de amônia podem desempenhar o papel de marcadores para os pesquisadores, revelando padrões e processos que ocorrem nas profundezas da atmosfera do gigante gasoso.
Segundo essa teoria, o processo deixava regiões superiores de Júpiter desprovidas de amônia e água. O que responderia o enigma da falta desses compostos.
O novo estudo confirmou o processo com base em observações da sonda Juno, da NASA. Ela passou por uma região de tempestade ativa e suas ferramentas mostraram uma maior concentração de amônia e água abaixo da nuvem de tormenta.
Entre para comentar.