Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Ao contrário do que pensamos, cores são objetivas; entenda

Ao contrário do que pensamos, cores são objetivas; entenda

O seu azul provavelmente é diferente do meu azul. E quando você enxerga o azul numa parede, provavelmente enxerga um tom diferente que eu – apesar de ambos serem azul. Isso acontece porque os sistemas visuais variam de pessoa para pessoa. E a percepção da própria cor varia dependendo do fundo e da iluminação. Isso não quer dizer que as cores em si sejam diferentes.

É isso que propõem Elay Sech e Michael Watkins, professores de Filosofia da Universidade de Auburn (nos Estados Unidos) e autores do livro A Metafísica das Cores, em um artigo no site The Conversation. Segundo eles, mesmo que a percepção humana mude, a cor continua sendo a mesma. E ao contrário do que pensamos, ela não é subjetiva, mas sim objetiva.

A dupla de professores não nega que existam variações na forma como seres humanos enxergam e sentem o mundo. Por exemplo, a água fria para uma pessoa pode não ser fria para outra. E o verde claro para uma pessoa pode não ser claro para outra.

Agora vem a parte complicada: mesmo que a percepção seja individual, a temperatura da água não muda de pessoa para pessoa. Ou seja, a temperatura é independente da experiência humana de achá-la fria ou não.

O fato de você poder mudar a aparência da cor de algo não é o mesmo que mudar sua cor. Você pode fazer com que uma maçã pareça verde ou azul, mas isso não é evidência de que a maçã não seja vermelha.

Eles argumentam que, assim como outros medidas (como temperatura e comprimento), a cor pode ser medida objetivamente.

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