
Pesquisadores do Museu de Campo de Chicago, nos Estados Unidos, revelaram um dos maiores mistérios relacionados ao Império Maia. Eles descobriram como produzir a chamada tinta Azul Maia, um pigmento antigo e que até hoje é considerado muito difícil de se reproduzir.
A primeira evidência dela só foi descoberta em 1931. Foram necessárias décadas até que os cientistas entendessem mais sobre esta tinta, usada para acentuar objetos de cerâmica, murais e até sacrifícios humanos no período Pré-Clássico Tardio (de 300 a.C. a 300 d.C.).
O mais recente trabalho teve início ainda em 2018, quando traços do pigmento Azul Maia foram encontrados em cerâmicas no fundo de um poço em Chichén Itzá. O local faz parte de um complexo repleto de ruínas maias onde hoje fica o México.
Na época, os pesquisadores descobriram que a chave para o produto era um incenso sagrado chamado copal. Ele era misturado com índigo e paligorsquite sobre uma fogueira, processo que criava a tinta.
Mas um novo mistério foi revelado após a análise de doze tigelas maias que apresentavam alguns resíduos brancos. A equipe identificou que isso provavelmente era paligorsquite moída ainda molhada, o que teria deixado traços nas pequenas fraturas.
Usando um microscópio, os pesquisadores encontraram pequenos ramos vegetais queimados, bem como sinais de aquecimento na parte de baixo das tigelas. Esse método teria sido uma alternativa para a criação do Azul Maia, um conhecimento que era reservado a especialistas, como os sacerdotes da época.
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