
O Kilauea, no Havaí, simplesmente não dá trégua. Imagens divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos confirmam que o vulcão, um dos mais ativos do mundo, voltou a entrar em erupção nas últimas horas.
Segundo as autoridades dos EUA, do qual a ilha faz parte, a explosão lançou uma grande quantidade de lava a mais de 300 metros de altura. Esse é o 23º episódio da atual erupção do Kilauea, que começou em 23 de dezembro de 2024.
O Kilauea é conhecido por suas erupções de lava fluida pouco viscosa e bastante líquida. Isso faz com que o magma consiga escoar facilmente pela superfície, criando extensos campos de lava, em vez de se acumular e provocar explosões violentas. Por conta destas características, a pressão dos gases dentro do magma é menor e eles são liberados de forma gradual, o que resulta em pouca ou nenhuma atividade explosiva.
De acordo com as autoridades, não há relatos de feridos ou de maiores estragos causados pela recente erupção. No entanto, a atividade vulcânica pode provocar gases perigosos, como o dióxido de enxofre. Essas partículas podem ser especialmente perigosas para pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios.
O lançamento de pedaços de vidro vulcânico, um fenômeno conhecido como “cabelos de Pele”, também é perigoso, uma vez que podem contaminar a água e acabar sendo ingeridos por humanos. Estes materiais levam esse nome em referência à deusa havaiana do fogo e dos vulcões, que, segundo a lenda, habita o Kilauea. Eles se formam quando bolhas de gás dentro da lava explodem na superfície, podem passar de meio metro de comprimento e são lançados a quilômetros de distância pela força das explosões.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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