Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Descoberto outro planeta anão em nosso Sistema Solar

Descoberto outro planeta anão em nosso Sistema Solar

Muito além de Plutão: pode haver outro planeta anão em nosso Sistema Solar. A novidade astronômica – chamada de 2017 OF201 – foi descoberta por pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, nos EUA, e publicada na última quarta-feira (21) no servidor de pré-impressão arXiv.

O 2017 OF201 está localizado além da órbita de Netuno e tem cerca de 700 km de diâmetro. De acordo com a equipe, o tamanho já é o suficiente para classificá-lo como um planeta anão, mas outro fator interessante é sua órbita: ela é mais de 1.600 vezes maior que a da Terra no ponto mais distante do Sol (chamado de afélio), e 44,5 vezes maior no ponto mais próximo (periélio), explica Sihao Cheng, líder do estudo, em comunicado.

O planeta anão foi revelado por dados do Dark Energy Camera Legacy Survey (DECaLS) e do Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT) coletados entre 2011 e 2018. A rocha foi detectada 19 vezes ao todo, o que permitiu que os pesquisadores analisassem o 2017 OF201 e sua órbita com maior precisão. 

A rocha foi avistada a uma distância orbital de 90,5 unidades astronômicas (UA, medida que corresponde à distância entre a Terra e o Sol) – mais que o dobro da de Plutão, que tem cerca de 40 UA. A equipe ainda descobriu que a órbita do 2017 OF201 leva 25 mil anos para ser completada, mas seu surgimento ainda é um mistério.

Como sugerem os autores, a órbita do novo planeta anão é uma das evidências mais fortes contra a existência do chamado Planeta Nove, um objeto hipotético que poderia ser o nono planeta do nosso Sistema Solar. Além disso, sua descoberta também indica que ainda há muitos outros objetos como o 2017 OF201 a serem detectados.

“2017 OF201 passa apenas 1% do seu tempo orbital perto o suficiente de nós para ser detectável. A presença deste único objeto sugere que pode haver cerca de centenas de outros objetos com órbita e tamanho semelhantes; eles estão muito distantes para serem detectáveis ​​agora”, completa Cheng.

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