
A descoberta de uma sepultura da Era Viking em Senja, ilha localizada no norte da atual Noruega, surpreendeu os arqueólogos. No local, foi desenterrado o corpo de uma mulher junto aos restos mortais de um cachorro.
Os ossos estavam dentro de um barco com cerca de 5,4 metros de comprimento, uma tradição do povo nórdico. Já os artefatos que também foram recuperados ali indicam que a sepultura data de cerca de 900 a 950 d.C.
De acordo com os pesquisadores do Museu da Universidade do Ártico da Noruega, apenas membros da elite poderiam ser enterrados desta forma. Por isso, eles acreditam que a mulher fosse uma espécie de líder daquela comunidade, embora sua real identidade permaneça sendo um mistério.
Outros achados reforçam esta hipótese. No local, foram desenterrados objetos duas contas feitas de osso ou âmbar e um pingente em forma de anel. Além disso, uma pedra de amolar feita de ardósia e uma foice de ferro, ambas ferramentas associadas à agricultura foram localizadas.
A ideia agora é realizar um exame de DNA para tentar entender mais sobre a mulher viking. Estas análises fornecerão informações sobre sua idade e altura, o que ela comeu, se estava doente ou sofreu ferimentos antes de morrer. Estes dados também podem ajudar a entender mais sobre a sociedade em que ela vivia.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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