Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Sexta-feira 13: por que esta data é tão polêmica?

Sexta-feira 13: por que esta data é tão polêmica?

Ela chega com ares de maldição, despertando receios profundos em quem acredita em azar. Para muitos, a sexta-feira 13 é sinônimo de tensão, acidentes e más decisões. Há quem evite sair de casa, dirigir, fechar negócios ou até atender o telefone. 

No entanto, trata-se de uma data bem comum. Segundo o site EarthSky, todo ano tem pelo menos uma sexta-feira 13 – e no máximo três. Em 2025, temos apenas esta de junho. Já em 2026, o número sobe para três, algo que não acontece desde 2015.

Nos anos anteriores, a frequência foi dupla: em 2023 (janeiro e outubro) e 2024 (setembro e dezembro) A ocorrência varia, mas o mistério persiste. Embora pareça uma superstição relativamente recente, o medo da data tem raízes antigas e culturais.

O pavor da sexta-feira 13 não tem origem exata, mas ganhou força no século 19. Antes disso, algumas histórias religiosas já associavam o dia a eventos trágicos. 

Na Idade Média, viajar ou se casar em uma sexta-feira (independentemente de ser 13) era visto como mau presságio. Já no século 20, o cinema reforçou o medo: a saga “Sexta-Feira 13” ajudou a perpetuar a fama sombria da data. Esse medo tem até nome: parascavedecatriafobia. 

Nem todo mundo vê a data como negativa. De acordo com a CNN, em tempos antigos, especialmente entre os povos nórdicos e germânicos, a sexta-feira era ligada ao sagrado feminino. A palavra “Friday” vem de Frigg, a deusa do amor e da maternidade. 

Compartilhe