
A empresa aeroespacial Ursa Major vai desenvolver 16 motores Hadley H13 atualizados para a Stratolaunch, responsável pelos testes com o avião hipersônico Talon-A — usado pelo Pentágono como plataforma de testes para tecnologias hipersônicas militares.
O contrato de US$ 32,9 milhões (R$ 180,70 milhões, na conversão direta) prevê a entrega dos equipamentos ao longo de vários anos, segundo o comunicado. Os motores são mais reutilizáveis do que as versões anteriores e foram projetados para mais lançamentos de voo. Isso quer dizer que o custo será reduzido, o que permite recorrência maior de experimentos.
“Este contrato apoia diretamente a infraestrutura de testes hipersônicos dos EUA e o imperativo mais amplo de acelerar programas de voo de alta velocidade que visam a segurança nacional”, disse Dan Jablonsky, CEO da Ursa Major. “Estamos focados em levar capacidade real ao campo – mais rápido, em escala e sem comprometer o desempenho.”
A companhia utiliza técnicas avançadas de produção e arquiteturas flexíveis para construir sistemas para todos os domínios: terrestre, aéreo, marítimo e espacial — e diz estar “revitalizando a base industrial de defesa dos EUA e seus aliados”.
O contrato vai ao encontro do desejo do presidente Donald Trump de tornar os Estados Unidos líder em voos supersônicos. Recentemente, o republicano revogou lei que proibia a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) de testar esse tipo de tecnologia.
Enquanto isso, o Pentágono vem testando um míssil hipersônico convencional All Up Round (AUR) para instalar a primeira unidade operacional da inovação pelo Exército, bem como ao destacamento marítimo da Marinha, segundo o Departamento de Defesa.
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