
Dos minúsculos grãos de areia aos gigantes gasosos que habitam o espaço, todos os corpos do Universo são formados pelas mesmas peças: os átomos. Compreender essas partículas transformou a forma como a humanidade enxerga a natureza. Passamos a rearranjar as “peças do quebra-cabeça” da matéria para criar desde aviões que cruzam os céus até medicamentos que salvam vidas.
Porém, como surgiram os átomos? Do que são feitos? Essas questões intrigam a comunidade científica há séculos e, graças a muita pesquisa, hoje podemos ter um panorama da história dessas partículas fundamentais.
Para entendê-las, é preciso voltar às aulas de química. Antes de contar sua origem, precisamos responder: do que é feito um átomo?
Um átomo é formado por três partículas fundamentais: prótons, nêutrons e elétrons. Prótons e nêutrons se agrupam no centro, formando o núcleo. Já os elétrons orbitam ao redor desse núcleo, em movimento constante — uma configuração que lembra, em escala microscópica, a disposição dos planetas ao redor do Sol.
Todos esses componentes têm cargas elétricas diferentes. Os prontos são carregados positivamente, os elétrons têm carga negativa e os nêutrons não têm carga.
Mas, como tudo isso se mantém estável? Para o sistema não colapsar, o átomo tem números iguais de prótons e elétrons, assim as cargas se equilibram. No núcleo, os prótons sairiam voando, porém, uma força chamada Força Nuclear Forte (FNF) supera a força de repulsão das cargas positivas e mantém tudo estável em seu devido lugar.
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