Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Objetos interestelares invadem o Sistema Solar – e o Olhar Espacial revela tudo sobre eles!

Objetos interestelares invadem o Sistema Solar – e o Olhar Espacial revela tudo sobre eles!

Esta semana tivemos a notícia de que o Sistema Solar está recebendo um novo visitante: o cometa C/2025 N1 (ATLAS) – apenas o terceiro objeto interestelar confirmado em toda a história da observação espacial (por isso também chamado de 3I/ATLAS).

Ele foi detectado oito anos depois do misterioso ‘Oumuamua, cujo nome, segundo a NASA, significa “um mensageiro de longe que chega primeiro”, em havaiano. Esse objeto agitou a comunidade científica quando surgiu em 2017, levantando suspeitas até de que pudesse ser uma espaçonave alienígena, devido ao formato e movimento incomuns, à aceleração inesperada e à falta de uma cauda que pudesse caracterizá-lo como cometa.

O Olhar Espacial desta sexta-feira (04) recebe o astrônomo Felipe de Almeida Fernandes, autor de um estudo publicado em 2018 que afastou a hipótese de que o objeto 1I/’Oumuamua fosse uma nave alienígena. Ele vai explicar o que torna esse corpo celeste tão especial e quais as evidências de que não se tratava de uma nave alienígena visitando o Sistema Solar. 

E, claro, o programa também vai abordar as últimas novidades sobre o terceiro “forasteiro” descoberto nas nossas redondezas. Além disso, nosso convidado vai falar sobre o S-PLUS, um grupo de colaboração internacional do qual ele faz parte, que pretende mapear 9.300 graus quadrados do céu do Hemisfério Sul. 

O projeto foi fundado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), onde está sediado, pelo Observatório Nacional, pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também há contribuições práticas e financeiras de outras instituições brasileiras, do Chile e da Espanha.  

Fernandes é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Graduado e doutorado em Astronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizou pós-doutorado no IAG/USP, incluindo um estágio de pesquisa no NOIRLab (EUA) e uma passagem adicional pelo Observatório do Valongo (UFRJ). 

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