
Repetindo o que vem acontecendo desde 2020, a Terra vai girar mais rápido durante algumas semanas, o que contraria a tendência de desaceleração observada ao longo dos anos anteriores. Pela quinta vez consecutiva, entre julho e agosto, o ritmo da rotação do planeta deve aumentar ligeiramente, encurtando a duração dos dias em milissegundos.
Segundo a plataforma Time and Date, esta quarta-feira (9) será o primeiro de três dias especialmente curtos. A previsão é de que a Terra gire 1,30 milissegundo mais rápido do que o habitual, com novos picos nos dias 22 de julho e 5 de agosto. Essas estimativas são baseadas em dados do IERS (Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra) e do Observatório Naval dos Estados Unidos.
Atualmente, a Terra leva pouco mais de 365 dias para completar uma volta ao redor do Sol (movimento chamado de translação), enquanto gira sobre seu próprio eixo (movimento de rotação), o que corresponde a um ano. Mas, ao longo da história, isso variou bastante.
Registros indicam que os anos já duraram de 372 a 490 dias, o que significa que a duração dos dias (ou seja, a rotação do planeta) nem sempre foi de 24 horas.
Vários fatores podem interferir na velocidade de rotação da Terra. Mudanças no nível do mar, movimentações internas e até eventos sísmicos têm influência. No entanto, o fator de maior impacto é a interação com a Lua. À medida que ela se afasta da Terra, o planeta precisa girar mais lentamente para manter o equilíbrio angular. Essa desaceleração é estimada em cerca de 1,8 milissegundos por século.
Para acompanhar essas mínimas variações, os cientistas utilizam relógios atômicos de alta precisão. Quando necessário, segundos adicionais chamados “segundos intercalares” são incluídos para manter o tempo civil alinhado com o tempo astronômico. Desde 1972, 27 segundos desse tipo foram adicionados. De 2016 em diante, no entanto, nenhum segundo extra foi necessário – inclusive, em 2025, como já anunciou o IERS.
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