Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Como o Universo vai acabar? Entenda as teorias

Como o Universo vai acabar? Entenda as teorias

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (23) (que você confere aqui) repercutiu a nova pesquisa sobre o possível fim do nosso Universo ser um grande colapso, conhecido como “Big Crunch”, e outras hipóteses para a morte do cosmos.O youtuber e estudante de astronomia, Felipe Hime, explicou as bases cientificas para o final de tudo e comentou o inédito artigo sobre o assunto – ainda em revisão por pares e disponível no repositório arXiv. Hime atua na divulgação científica de temas relacionados à astronomia, exploração espacial, fundamentos de física e matemática nas redes sociais e em três canais no YouTube: Felipe Hime, Himeverso e Universo Observável.

Por séculos, a humanidade acreditou que o Universo fosse um plano infinito e eterno. Essa visão começou a ruir em 1929, quando o astrônomo Edwin Hubble observou que as galáxias estavam se afastando umas das outras e, portanto, o cosmos estaria em constante expansão, sendo mais dinâmico do que pensávamos.

No final do século XX, equipes lideradas pelos astrônomos Adam Riess, Saul Perlmutter e Brian Schmidt deram um passo além: descobriram que a expansão do Universo estava acelerando. A responsável por esse fenômeno seria a energia escura, uma força desconhecida para a física naquela época, mas que mudou para sempre a forma como cientistas entendem o cosmos.

“A energia escura é uma força de repulsão, como se fosse alguém soprando um balão para ele encher cada vez mais rápido. Ela faz com que o espaço se expanda de maneira acelerada”, explicou Marcelo Zurita, astrônomo e apresentador do Olhar Espacial.

Dessa forma, o cosmos está em um constante “cabo de guerra” entre a força da gravidade, que aproxima os astros, e a energia escura, que acelera a expansão do Universo desde o Big Bang. Os diferentes valores que esses dois fatores podem assumir no futuro é o que definirá o destino do cosmos, e talvez o seu fim.

Em 2003, pesquisadores apresentaram a hipótese da Big Rip – ou Grande Ruptura – no artigo “Phantom Energy and Cosmic Doomsday” (Energia Fantasma e o Juízo Final Cósmico, em português). Esse seria o desfecho em que a energia escura vence o embate.

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