Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Espelhos líquidos podem revolucionar a observação espacial; saiba do que se trata

Espelhos líquidos podem revolucionar a observação espacial; saiba do que se trata

O futuro da observação astronômica precisa de telescópios ainda maiores. Após a conquista dos 6,5 metros de espelho do Telescópio James Webb (JWST), a NASA pretende ir além e está planejando um equipamento gigante: o Fluidic Telescope (FLUTE), com 50 metros de comprimento. 

No espaço, uma fina camada de líquido naturalmente se molda em uma superfície esférica perfeita devido à tensão superficial — a força que faz os líquidos assumirem a menor área possível. Esse é o fenômeno que baseia o FLUTE, uma proposta de telescópio com espelho líquido capaz de atingir quase oito vezes o tamanho do JWST, o que seria impraticável com materiais sólidos.

O projeto é uma parceria entre a agência e o Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e atualmente está em fase de pesquisa. Suas aplicações vão desde à observação de galáxias distantes até a descoberta de exoplanetas parecidos com a Terra.

“O FLUTE visa superar as limitações das abordagens atuais, abrindo caminho para observatórios espaciais com espelhos primários líquidos não segmentados de grande abertura, adequados para uma variedade de aplicações astronômicas”, explica a NASA em um comunicado sobre o projeto.

Os pesquisadores se depararam com um desafio: o que aconteceria com o espelho líquido caso o telescópio precisasse se mover de um alvo para outro? A nova pesquisa, disponível no repositório arXiv e ainda em processo de revisão por pares, buscou responder essa pergunta com experimentos e modelagem matemática. 

O grupo construiu um modelo teórico que descreve o que acontece com um espelho líquido quando ele muda de direção. Com isso, pesquisadores conseguem prever como a superfície do equipamento irá deformar durante a movimentação.

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