
A ocorrência do La Niña, fenômeno climático oposto ao El Niño e que consiste no resfriamento das águas do Oceano Pacífico, ainda não está totalmente descartada. Apesar de estar um pouco “atrasado”, ele ainda pode surgir nos próximos meses.
A previsão faz parte de um relatório divulgado nesta semana pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). De qualquer forma, os pesquisadores acreditam que isso só aconteceria na reta final de 2025 ou no início de 2026.
O La Niña se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, intensificando os ventos alísios e modificando a circulação atmosférica. Isso pode resultar em aumento de chuvas em certas áreas e estiagem em outras, afetando o clima de forma oposta ao El Niño (aquecimento das águas).
Além das alterações na precipitação, o fenômeno climático também influencia as temperaturas, promovendo tanto ondas de calor quanto períodos inesperados de resfriamento. O último La Niña aconteceu entre 2020 e 2023.
No Brasil, a expectativa é que o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial tragam mais chuvas para as regiões Norte e Nordeste, elevando o risco de enchentes e de outros eventos extremos. Já o Sul enfrentará um clima mais seco, com possibilidade de geadas tardias e estiagem durante o verão.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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