
Em sua missão para revelar os mistérios do Universo, o James Webb vem fazendo descobertas incríveis, mas as revelações do maior telescópio espacial do mundo nem sempre trazem respostas. Muitas delas, na verdade, criam novas perguntas. Como essa intrigante “galáxia do infinito” com um buraco negro supermassivo ativo em seu centro, que está fazendo astrônomos questionarem: “como isso é possível?”.
A galáxia possui um formato extremamente incomum: dois núcleos vermelhos muito compactos, cada um circundado por um anel, dando-lhe a forma do símbolo do infinito (é daí que vem o nome). A principal hipótese para a formação do objeto é a colisão frontal de duas galáxias de disco. Mas não foi isso que deixou os pesquisadores curiosos.
Após a descoberta da formação, novas observações revelaram que a “galáxia do infinito” abriga um buraco negro supermassivo em seu centro. Se você já viu algo sobre galáxias, deve estar estranhando e pensando: o buraco negro não deveria, justamente, estar ali? Acontece que os buracos negros ficam no núcleo das galáxias, e a nossa colega infinita possui dois deles (como citamos, é um sistema duplo).
Ou seja, é altamente incomum é que o buraco negro esteja entre os dois núcleos, dentro de uma vasta extensão de gás. Teoricamente, ele não deveria conseguir se formar ali. Mas os cientistas já possuem uma possível resposta para isso.
A pesquisa realizada pela Universidade de Yale com dados do levantamento COSMOS-Web, realizado pelo JWST durante 255 horas, mostra que, na posição onde está, o buraco negro se alimenta da própria nuvem que o formou (seria a primeira vez que vemos algo desse tipo).
De acordo com o pesquisador e líder da pesquisa da Universidade de Yale, Pieter van Dokkum, em um comunicado, esse objeto pode ser a melhor evidência até agora de uma nova maneira de formar buracos negros.
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